Senhor, nesta Sexta-Feira Santa
eu quero ficar perante Ti
sem falar, num profundo silêncio;
Meditando em tão cruel e horrível morte!
Tu foste humilhado, ultrajado,
e mudo como um cordeiro,
pregado numa cruz.
Tu foste por mim crucificado!
Hoje, ainda te crucifico:
quando não consigo
ultrapassar o meu eu;
Humilhar-me perante Ti,
dizer-Te, confessando o meu pecado,
que ele, ao separar-me de Ti,
me deixa triste e abandonada!
Quero ver-Te Senhor
de novo em mim,
crucificando a minha vida,
para que ela renasça para Ti
e, em Ti veja,
o sentido da ETERNIDADE!

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