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terça-feira, 6 de agosto de 2013

SOLIDÃO QUE ECOA 

Ouve ... o vento a soprar
pelos caminhos da serra,
esventrada de nadas, e plena de tudo.
Onde o pó se levanta e envolve
o caminheiro que passa.

Na solidão do lugar,
a sombra de alguém que vai...
... leva consigo a dor,
a raiva e o sofrimento.

Dor sem medida, porque sua!
Pensa... ou simplesmente avança.
Todo o seu ser se envolve no ar,
qual mística forma que não procura
mas, que vem até ele!

O pensamento se enovela...
No passo de compassos estilhaçados
que pela vida fora o acompanharam.

Não há sorrisos, nem sombras de alvorada.
Há, o desfazer-se na simbiose do pó.
Único companheiro da caminhada solitária,
que lhe moldou a vida!

Sorri amargamente...
Como se o sorriso alcançasse alguém...

... a não ser o infinito
Para além da linha do horizonte perdido.
Como perdidos os seus passos
na cadência do ser;
ECO na imensidão da serra,
que o viu nascer!

(Z.R.C)

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